Rotulagem Energética

Mix Anual 2016

Mix Anual 2017

Mix Anual 2018

Mix Trimestral  2019 (1ºTrimestre)

Mix Trimestral  2019 (2ºTrimestre)

2t

*Os resíduos sólidos urbanos são 50% de origem renovável e 50% de origem não renovável.

Emissões Específicas 2018

As emissões de CO2 em 2018 foram de 94,72 g/kWh.

 

Nota: O método e as fontes de consulta utilizadas no cálculo das informações mencionadas anteriormente, estão disponíveis em www.erse.pt. (Diretiva n.º 16/2018)


 

 


 

Impactos Ambientais

 

Um impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem-estar da população.

Subsiste variados impactos ambientais causados pelo homem relacionados ao consumo de recursos naturais e produção excessiva de resíduos, o que resulta na destruição de habitats, poluição e escassez de substâncias essenciais para a vida.

A produção de energia elétrica é feita através de energias renováveis e não renováveis, e o impacto da energia elétrica que consumimos varia consoante a fonte de energia utilizada.

Os impactos ambientais associados à produção de energia elétrica a partir de energias não renováveis mais significativos provêm das emissões das centrais termoelétricas, como por exemplo, o carvão, gás natural, derivados de petróleo, um dos principais impactos associados é a redução da camada de ozono, a possibilidade de contaminação do solo, da água e da atmosfera.

Existe vários tipos de poluição associados ás energias não renováveis como a poluição causada por centrais térmicas, as mesmas produzem energia elétrica através de calor, por queima de combustíveis sólidos, líquidos ou biomassa. A poluição atmosférica causa impactos negativos na saúde humana, cujo grau de incidência e de perigosidade depende do nível de poluição, assim como dos poluentes envolvidos.

As energias renováveis são fontes inesgotáveis de energia obtidas da natureza que nos rodeia, como o sol, o vento e a água.

Contudo a produção de eletricidade a partir de energias renováveis também apresenta consequências negativas para o meio ambiente, muitas vezes associado à alteração dos fluxos hidrológicos com o consecutivo impacto na paisagem envolvente e perda de biodiversidade.

Existem diversas formas de desempenhar um serviço ou uma atividade utilizando uma menor quantidade de energia possível, a isso chamasse eficiência energética.

 


 

Categorias de fonte de energia elétrica emitentes

Para a avaliação dos impactes ambientais gerados pela produção de energia de origem térmica, onde se inclui a cogeração fóssil, através da queima de combustíveis fósseis, nomeadamente: gás natural, carvão, diesel e fuel, devem também ser analisadas as fases de operação, extração, transporte e refinação dos combustíveis fósseis, em que ocorrem impactes significativos, entre outros, a elevada libertação de gases poluentes, como o dióxido de carbono (CO2), óxidos de azoto (NOx) e óxidos de enxofre (SOx), juntamente com partículas em suspensão e os metais pesados, que densificam o efeito de estufa com impacto no aquecimento global aparecimento de chuvas ácidas, degradação do solo, zonas costeiras e ecossistemas marinhos, extinção das reservas existentes, intrusão visual e ruído.

Quanto aos resíduos sólidos urbanos (RSU) os principais impactos são associados à recolha e transporte dos resíduos aos quais correspondem as emissões atmosféricas e ruído relacionados aos veículos de transporte. A incineração de RSU gera emissões de CO2, contribuindo também para as alterações climáticas, em que as emissões resultantes do processo de combustão produzidas são de um modo geral mais elevadas do que no caso dos combustíveis fósseis, dado o baixo poder calorífico dos RSU e a baixa eficiência de geração.

Nuclear: a referência a esta forma de produção de eletricidade, deve-se ao facto, para efeitos de apuramento da produção base do sistema elétrico português, considerar o saldo importador na interligação proveniente de Espanha, no qual é imputável o mix de produção base do sistema elétrico espanhol que pode incluir a produção elétrica de origem nuclear.

A fase de operação da energia nuclear apresenta alguns impactes ambientais bastante significativos, nomeadamente, a poluição térmica e radioativa das águas de refrigeração, perda de biodiversidade provocado pelas emissões radioativas, degradação do solo devido à extração de combustíveis nucleares, a produção de resíduos radioativos e as infraestruturas de produção que geram impactos visuais.

Fontes de Energias Renováveis

  • Eólica: os impactes ambientais associados à produção de energia eólica, são em geral de escala reduzida e localizada, sendo que os principais são o ruido, a intrusão visual e as alterações nos ecossistemas, em particular, na avifauna.
  • Hídrica: os impactes ambientais dos aproveitamentos de fio de água (sem capacidade de armazenamento dos caudais afluentes) são de magnitude inferior aos grandes aproveitamentos hidroelétricos (com albufeira). Em ambos os tipos de aproveitamento pode existir, ou não, desvio do caudal do rio para ser turbinado, constituindo uma importante intrusão da paisagem. Os grandes aproveitamentos hidroelétricos geram impactos ambientais significativos, embora localizados, podem causar perturbações importantes nos sistemas ecológicos a montante e a jusante.
  • Cogeração renovável: este tipo de produção simultânea de energia elétrica e térmica de forma mais eficiente (utilização de fonte de combustível renovável) quando comparada com o sistema de produção de energia com cogeração convencional, resulta numa diminuição significativa dos impactos ambientais associados, principalmente na redução das emissões de gases poluentes, em particular do CO2, que é o que mais contribui para o efeito de estufa.
  • Geotermia: os impactes ambientais da energia geotérmica são dependentes do local da instalação e da tecnologia utilizada. Contudo, os principais impactes estão associados aos resíduos sólidos, poluição térmica ou química de águas superficiais/subterrâneas, ruído, aumento da sismicidade. Estes impactes são mínimos, quando comparados com os impactes das tecnologias convencionais de produção de energia termoelétrica.

Outras renováveis: inclui a produção de energia elétrica tendo por base fontes de energia renovável como:

  • Solar: os sistemas fotovoltaicos geram poucos impactes ambientais, permitindo o aproveitamento de um recurso renovável para produzir energia elétrica sem gerar emissões atmosféricas. No entanto, ocorrem alguns impactes negativos associados, os visuais, sobretudo decorrentes da ocupação de áreas relativamente extensas, e do processo e materiais envolvidos na produção das células fotovoltaicas e seu desmantelamento.
  •  Biomassa: O aproveitamento da vegetação não cultivada pode produzir impactes significativos, conforme seja efetuada a exploração. Em muitos casos assiste-se à destruição total da vegetação, com impactes ecológicos expressivos no ecossistema terrestre.
  • Biogás: sendo a incineração uma tecnologia cujo objetivo principal é o tratamento de resíduos, a sua valorização energética pode ser encarada como um “subproduto” (aproveitamento de biogás em aterros sanitários). Assim, os impactes ambientais não devem ser exclusivamente afetos à produção de eletricidade, devendo também ser imputados à atividade de tratamento de resíduos.
  • Ondas e maremotriz: esta forma de produção de energia elétrica apresenta impactos ambientais visuais e de alteração do meio envolvente, nomeadamente na paisagem e habitats, devido à localização das centrais offshore e onshore, alteração de processos de erosão costeira e ecossistemas marinhos.

Para mais informações relacionadas com este tema consulte em  www.erse.pt